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TEMA PARA O ANO – JULHO

MULHER CRISTÃ FIRMADA NA ROCHA A CAMINHO DO CÉU


“Pois isso está na escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum envergonhado.” (I Pe 2:5 – ARA)


SUGESTÃO DE ESTUDO PARA REUNIÃO DE MULHERES NO MÊS DE JULHO


EQUILIBRANDO VALORES CONJUGAIS PELA UNIDADE, INTIMIDADE E COMPROMISSO

(Gn 2:18 a 25; Ml 2:14 e 15; Mt 19:1 a 9; Ef 5:22-33; I Pe 3:1 a 6)


Com as restrições impostas pela Pandemia da Covid-9, os lares se tornaram escolas, local de trabalho e lazer e muitas foram as divergências no relacionamento conjugal, chegando mesmo a separações. Acostumados à correria de uma rotina estressante, casais haviam perdido o hábito de conversarem, passarem tempo um com o outro e suas necessidades foram expostas de forma abrupta, gerando discussões e conflitos.

Mais tempo juntos, porém, pode ser o momento para casais cristãos repensarem os valores do casamento, e crescerem juntos, à luz da palavra de Deus. Destaco aqui três aspectos aos quais precisamos estar atentas, na relação com nosso cônjuge, dentre outros:


1) UNIDADE: Na perspectiva bíblica de Gênesis 2:24: O homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher. Obviamente a mulher toma essa mesma direção: “deixar para unir”. Essa decisão envolve andar em acordo, mesmo tendo personalidades diferentes; perdoar, ceder e recomeçar sempre. Sendo uma ação coletiva, a unidade no casamento envolve marido e mulher num ambiente de cooperação, buscando o propósito de Deus para si mesmos, para a família e Igreja. O egoísmo e a competição são grandes inimigos da unidade. O antídoto para essas atitudes é aprender a sujeitar-se um ao outro, no temor de Cristo, conforme Efésios 5:21. Casais que vivem em UNIDADE são casais mais realizados em todos os aspectos. Você tem procurado estar unida ao seu esposo observando a sujeição recomendada na palavra de Deus?

2) INTIMIDADE: Essencial para a vida de casados. A ausência da intimidade gera grandes conflitos entre os cônjuges. Para a psicóloga Clarice Ebert “A intimidade é desconfortável porque nos desnuda. Ser íntimo é contar a nossa história ao outro.” Em Gênesis 2.25, o “Homem e sua mulher viviam nus, e não sentiam vergonha”. Parece que essa nudez envolvia corpo e alma. Não tinham o que esconder. Óbvio que tudo isso foi afetado pelo pecado e ser íntimo do cônjuge continua sendo um grande desafio. Alguém já disse que “sem intimidade nada satisfará nossa fome de afetos”.


Como está a sua intimidade com seu cônjuge?


Matthew Kelly, em seu livro: Os sete níveis da intimidade; a arte de amar e a alegria de ser amado” (Rio de Janeiro, Sextante, 2007), fala de sete níveis que determinam a intimidade dos cônjuges, conforme adaptado e resumido abaixo:


1º nível: o dos clichês. O básico, usado para aproximar pessoas. O casal tem contatos casuais, poucos cumprimentos, conversas não atualizadas, não se conhecem bem.

2º nível: o dos fatos. O casal concentra a comunicação nos fatos relativos à sua vida, acontecimentos do dia, notícias dos telejornais. Sem profundidade.

3º nível: o das opiniões. Esse é o primeiro nível que realmente aponta controvérsias e pode gerar discussões, pois começam a revelar o que pensam.

4º nível: o das esperanças e sonhos. Capacidade de revelar um ao outro. Envolve aceitação e desejo de descobrir o que traz paixão, energia e entusiasmo para o ser que ama.

5º nível: o dos sentimentos. Envolve compaixão e empatia. Ser vulnerável, baixar defesas, tirar a máscara e demonstrar ao cônjuge quem realmente você é.

6º nível: o dos erros, medos e fracassos. É o nível em que expõem as verdades. Aprendem a compartilhar erros e que precisam ser perdoados e perdoar.

7º nível: o das necessidades legítimas. Os cônjuges compreendem que têm necessidades no aspecto físico, mas, também, na esfera emocional, intelectual e espiritual. Empenham-se para fazer o outro feliz.


Você consegue detectar em que nível de intimidade se encontra com seu cônjuge? Leia novamente e reflita.


3) COMPROMISSO: Ter compromisso com o cônjuge vai além de cumprir a obrigação do contrato de casamento. Como afirma a educadora e mediadora de conflitos Suely Buriasco: “O comprometimento matrimonial representa a conquista da alegria de viverem juntos.” ...Compromisso é o pacto moral que leva os cônjuges a agirem conforme o que acreditam e têm vontade de fazer”. Envolve devotamento, entrega, abnegação e renúncia. Sem compromisso a relação se enfraquece. Ser comprometido é manter o casamento como prioridade. Vai além da fidelidade sexual, pois é, também, emocional e exige cooperação para o crescimento espiritual. Casais comprometidos estão mais aptos a superarem e solucionarem conflitos.

Tendo Jesus Cristo como o centro da família, os casais enfrentarão com empenho e harmonia os desafios conjugais, não só nos tempos de pandemia, mas ao longo de suas vidas. Nesse sentido, concordamos com Eugênia Price, em seu livro De mulher para mulher (Editora Mundo Cristão, 1989):

“O Lar verdadeiramente cristão não tem de depender da instável natureza humana. O único caminho realmente seguro para um lar feliz é pela devoção à única pessoa capaz de nos atrair para fora dos nossos próprios caminhos egoístas. Essa pessoa, naturalmente, é o próprio Deus.”

Conversando com mulheres cristãs, sobre o assunto deste artigo, selecionei um depoimento que deixo aqui: “No meu relacionamento conjugal, já percebi que, quanto mais INTIMIDADE (física, emocional, intelectual, etc.) tenho com meu parceiro, mais UNIDADE temos um com o outro e, em consequência, aumenta o nosso grande COMPROMISSO.” (Adriana Aguiar)

Que você possa pedir a Deus a ajuda necessária para resgatar e aumentar esses valores e crescer em unidade, intimidade e compromisso com o seu cônjuge, a despeito dos dias difíceis que estamos atravessando.



CELENE LIMA

ICE Nova Visão - GO

ANO XXXI MAIO - AGO/2021 Nº100


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