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TEMA PARA O ANO - FEVEREIRO

Atualizado: 22 de mai. de 2021

MULHER CRISTÃ FIRMADA NA ROCHA A CAMINHO DO CÉU


“Pois isso está na escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum envergonhado.” (I Pe 2:5 – ARA)

SUGESTÃO DE ESTUDO PARA REUNIÃO DE MULHERES NO MÊS DE FEVEREIRO


FIRMADA NA ROCHA, VIVENCIANDO A GRAÇA DE DEUS


Sempre quis entender melhor um conhecido cântico, que foi extraído literalmente do Salmo 63:3: “a tua graça é melhor que a vida”. Quantas vezes cantamos em retiros, reuniões e nos cultos!


O que significa essa expressão? Por que a graça de Deus é melhor do que a vida? O que a graça de Deus tem, que a vida não tem?


Antes de tudo, precisamos entender melhor a palavra “graça”.


Graça, no hebraico hesed, é a palavra que descreve o amor de Deus como resultado da aliança que Deus fez com o povo Dele. É o “amor leal” de Deus. Ela também foi traduzida por “misericórdia” em outros Salmos. Quando Davi escreveu “Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida” (Sl 23:6), ele usou hesed para “misericórdia”.


A graça de Deus no Novo Testamento


No Novo Testamento, “graça” é tradução de charis (lê-se cáris). Na mitologia grega, Cáris é a belíssima esposa de Hefesto, por isso a palavra também significa graciosidade, benevolência, bondade etc. Palavras gregas que se formam a partir da raiz char indicam coisas que produzem bem-estar. A palavra “alegria” (chara, lê-se cará) é uma delas, e “dom”, charisma (lê-se cárisma), é outra.


Quase todos os crentes sabem que “graça” é “favor imerecido”. Está certo! Quando a Bíblia fala da “graça de Deus”, se refere ao “favor ou bondade demonstrada sem levar em consideração o valor ou mérito de quem os recebe e apesar do que essa pessoa merece”. Para o apóstolo Paulo, “graça” é a razão principal do ato redentor de Deus em Cristo Jesus, demonstrado na cruz.


Charis é usada 150 vezes no Novo Testamento, sendo que 100 vezes ocorrem nas cartas de Paulo, porque é ele quem mais doutrina a igreja sobre como a graça de Deus foi e continua sendo demonstrada na vida cristã.


Embora a palavra grega para “graça” (charis) seja sempre a mesma no Novo Testamento, ela tem dois usos básicos: graça salvadora e graça santificadora.


Graça salvadora. Como a própria expressão demonstra, quando Deus age em prol da pessoa que está morta em seus delitos e pecados (Ef 2:1), como nós estávamos antes de sermos alcançados pelo Evangelho de Cristo, a Bíblia diz que foi a “suprema graça” de Deus a causa dessa iniciativa (Ef 2:5-7). E, logo em seguida, vem o famoso “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2:8-9). E em Tito 2:11, escreveu “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”. Assim, toda a iniciativa da salvação foi de Deus, a Sua graça salvadora.


Graça santificadora. Um dos melhores textos para exemplificar essa verdade é Romanos 6:14: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça”. O que a graça tem, que a lei não tem, para que o pecado não tenha domínio sobre os filhos de Deus? Resposta: a lei pede, a graça dá. Alguém escreveu que “na lei, tudo tem um preço, na graça, tudo já foi pago”. Aqui, a graça significa aquele poder que nos capacita a andar de acordo com a vontade de Deus. O que Paulo quis dizer a Timóteo quando escreveu: “Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus” (II Tm 2:1). Como é que se fortifica na graça que está em Cristo Jesus? Importante notar que a graça vem somente de Cristo Jesus. Então, em primeiro lugar, a pessoa precisa estar “em Cristo” para desfrutar da capacitação divina. Em segundo lugar, a presença do Espírito de Cristo em nosso coração, que nos foi enviado pelo próprio Deus quando nos tornamos filhos de Deus, conforme Gálatas 4:6, é quem nos “fortifica”. A experiência de Paulo com o espinho na carne (II Co 12:7-10) vai ilustrar bem essa verdade:


“Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor

que o afastasse de mim. Então, ele me disse:

A minha graça te basta, porque o poder se

aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois,

mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre

mim repouse o poder de Cristo” (II Co 12:8-9).


Ele pede ao Senhor que retire o espinho da carne (sou da interpretação que era uma enfermidade nos olhos, conforme Gálatas 4:13-15). O que significa a resposta do Senhor ao pedido de Paulo? “A minha graça te basta” significa “a minha graça é tudo o que você precisa, pois o meu poder é mais forte quando você está fraco” (II Co 12:9 – NTLH). “A minha graça te basta” também quer dizer “a minha graça levanta você, defende você, protege você, satisfaz você”. O tempo presente do verbo significa que a graça está sempre disponível ao apóstolo, e a nós também, é claro!


“Deus não retiraria o espinho,

como Paulo pediu, mas o supriria

continuamente com graça para que

pudesse suportá-lo” (John MacArthur).

Com essa experiência, ele aprendeu

que a fragilidade humana é caminho

seguro para a graça de Deus brilhar

mais intensamente. Ele não buscaria

sofrimento e dor, mas sabia que o

poder de Cristo se apropriava dele e

agia mais nessas circunstâncias. Daí a

conclusão: “Quando sou fraco, então, é

que sou forte” (II Co 12:10). Em outras

palavras, quanto mais você viver na

dependência de Jesus, mais você será

fortalecida na graça Dele.


Agora vamos voltar ao Salmo 63:3 vendo outras versões e concluir.


“Sentir o seu amor fiel e constante vale mais que a própria vida.” (Salmo 63:3 - Nova Bíblia Viva)

“Em teu generoso amor, finalmente estou vivendo”! (Salmo 63:3 – Bíblia A Mensagem)

“O teu amor é melhor do que a própria vida.” (Salmo 63:3 – NVI, NTLH e NVT)


Afinal, por que a graça é melhor do que a vida? Vamos ler o que outros escreveram (“sábio é o que recolhe a sabedoria dos demais!”).


“A graça de Deus é melhor do que todas as coisas que a vida é capaz de proporcionar.” (William MacDonald)


O autor está afirmando que “a vida, sem a graça de Deus, sem o favor divino, sem a bondade de Deus, nada é senão a morte. O homem que não desfruta da graça de Deus está morto, mesmo quando está vivo. Todos os aprazimentos da vida, da saúde, das riquezas, das honrarias, das amizades etc., nada são sem o amor de Deus.” (John Gill)


“Os homens que não temem a Deus exaltam o poder, a glória, a honra, as riquezas e os prazeres. O homem espiritual louva a Deus, em quem ele encontra, em proporções infinitas e eternas, mais satisfação que os homens mundanos podem encontrar em seus deleites.” (Russell Norman Champlin)


No Salmo 16:11, Davi escreveu: “Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente”. Na inauguração do templo, Salomão orou: “Que o Senhor, nosso Deus, esteja conosco, assim como esteve com os nossos pais. Que Ele faça com que o nosso coração se incline para Ele, a fim de andarmos em todos os seus caminhos e guardarmos os seus mandamentos” (I Reis 8:57-58). “Salomão entendeu que o Espírito Santo precisava inclinar o coração do povo de Deus para a devida adoração. Isso porque nascemos com a propensão natural (após a entrada do pecado no mundo) para adorar a criação em vez do Criador” (Elyse Fitzpatrick).


A graça de Deus é melhor do que a vida porque a vida tem fim, mas a graça de Deus, não. Alguns prazeres da vida podem cessar, mas a graça de Deus dura para sempre (Salmo 136). É uma fonte que mina sem parar, da qual procedem somente coisas boas. Por isso ela é superior à própria vida. Importante ressaltar também que a Bíblia sempre enfatiza a diferença entre o que é “bom” e o que é “melhor”. Os livros bíblicos de sabedoria (principalmente Provérbios e Eclesiastes) estão repletos de versículos que enfatizam essa verdade.


Somos salvos pela graça e só conseguimos viver a vida cristã pela mesma graça. A primeira é salvadora, a segunda é santificadora. Então, do começo ao fim, nossa caminhada com Cristo depende da graça Dele. Foi assim que Ele nos ensinou: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15:5).

Que Deus nos abençoe e nos guarde.


PARA APLICAÇÃO PRÁTICA


Podemos nos apropriar da graça de Deus em nossas vidas através de algumas práticas em

nosso dia a dia:


O alimento da Palavra de Deus - isso pode ser feito através da leitura bíblica, do estudo aprofundado de textos ou temas espirituais, do canto de músicas baseadas em textos bíblicos e da memorização de versículos.


A intimidade com Deus – desenvolver a comunhão e a comunicação com Deus, através da oração, de ouvir e obedecer ao que Ele tem a nos dizer, com certeza é uma das melhores formas de sermos revestidos da força advinda da graça Dele em nosso favor. Essa intimidade com Ele nos fará ver o mundo, as circunstâncias, os outros e a nós mesmos com os olhos de Deus, e não de acordo com nossa própria perspectiva.


A comunhão com os irmãos – quer seja nos cultos e encontros presenciais que podemos ter com eles ou através dos meios virtuais. Nosso ciclo de amigos mais chegados deve conter pessoas que amam e servem ao Senhor, de coração. Através desse convívio, podemos vivenciar a graça do Senhor.


A oração coletiva – compartilhar nossos motivos de oração e orar pelos motivos de outros irmãos, estando unidos num mesmo propósito, diante do Senhor, nos fortalece espiritualmente e, assim, recebemos e experimentamos a graça de Deus em nossa vida.


Focalizando a mente no que é positivo – Filipenses 4:8 traz uma relação de critérios que devemos ter para filtrar aquilo que deve ocupar o nosso pensamento e Lamentações 3:21-24

nos mostra que devemos trazer à memória aquilo que pode nos dar esperança. Isso mostra que precisamos focar em boas e verdadeiras notícias, conversas e ocupações. Afinal, nós é que devemos comandar nossa mente (com a ajuda do Senhor, é claro) e não o contrário: ela nos comandando e nos fazendo reféns do medo, da insegurança e do pessimismo.


Após o estudo acima e as aplicações práticas listadas aqui, na reunião com as irmãs, entregar papel e lápis e dar três minutinhos para que cada uma escreva nele uma situação dos últimos tempos em que vivenciou a graça de Deus quando estava no limite de suas forças.


Fechar a reunião com um momento de compartilhamento espontâneo de duas ou três

irmãs e um período de oração.


Pr. José Humberto

Professor do SETECEB

Goiânia - GO

ANO XXXI JAN – ABR/2021 Nº 99

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