ESPERANÇA NA ORAÇÃO
- Mulheres em Ação

- há 7 horas
- 4 min de leitura

"Esperei com paciência pelo Senhor; ele se inclinou para mim e
me ouviu quando clamei por socorro." (Sl 40:1 – NAA)
Textos bíblicos: Filipenses 4:6-7; Mateus 6:9-13 e Lucas 18:1-8
É possível ter esperança na oração? Estar firmes e perseverar, mesmo nos dias difíceis? Como temos orado e quanto tempo investimos, diariamente, em oração? Manter uma vida consistente de oração é um grande desafio. Há muita coisa que conspira contra a gente, ainda que, de coração, queiramos estar em conversa com nosso Pai Celeste e saibamos o quanto isso é importante em nossa vida.
Em Filipenses 4:6-7, Paulo apresenta a oração como o antídoto para a inquietação: fazer conhecidas diante de Deus as nossas necessidades, suplicando com ações de graça! O resultado é a experiência da paz que excede todo o entendimento. Paulo tinha motivos de sobra para inquietar-se por todo o sofrimento e objeções em seu ministério, mas escolhia a paz que ninguém poderia entender! Escolhia a esperança e não o desalento (Fp 1:18-21).
Em Mateus 6, os discípulos pedem a Jesus que os ensine a orar. Na oração do “Pai nosso”, Ele aponta a direção certa para falarmos com Deus. Há, nela, três petições relacionadas ao nosso Pai, que está nos céus, e quatro relacionadas a nós: que a santidade de Deus seja honrada (v. 9), que Seu Reino venha e a Sua vontade se realize. (v. 10). Quanto a nós, Jesus ensina a pedirmos o essencial: o pão de cada dia (v. 11), o perdão de pecados (v. 12), o livramento das tentações e de todo mal (v. 13).
Será que em nossas orações esses princípios estão sendo mantidos? Nosso foco está no que é importante para a vida, neste mundo e na eternidade? Manter a esperança na oração é entender o quão vital ela é para nós! Martin Lloyd Jones em seus “Estudos no Sermão do Monte” (p. 332), afirma:
“A oração é a mais sublime atividade da alma humana. O homem atinge o ponto culminante de sua experiência quando, de joelhos, acha-se face a face com Deus.”
O Senhor Jesus nos orienta a orar e nunca desanimar! No ensino da parábola do juiz iníquo de Lucas 18, Ele nos confronta com uma pergunta: “Será que Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los”? (v. 7 – NAA). Essa é a ideia de perseverar e ter esperança!
Muitas vezes apresentamos desculpas para não ter uma vida de oração: “Não sei orar, não tenho tempo, sou muito pecador(a) e Deus nunca vai me ouvir, devo estar sem respostas por um castigo de Deus, não mereço que me atenda...” e assim por diante. Quem sabe não precisemos orar mais e questionar menos? Ou, como alguém já disse: “Transformar preocupação em oração” (I Pe 5:7).
Por que devemos orar?
Obviamente, temos muitos motivos! Vivemos em luta contra o pecado e a oração nos fortalece nessa batalha. A oração nos permite comunhão com o Pai, nos livra das nossas angústias (Sl 34:6); derrota Satanás (Tg 4:7). Jesus orava e Ele nos mandou e ensinou a orar (Mt 7:7-11).
Um dos privilégios que temos, como filhas, é o de falar com nosso Pai Celeste a qualquer hora, em qualquer lugar. Ele é perfeito e nos ama com amor sem igual. Ele nos dá a verdadeira paz (Cl 3:15). Como diz a estrofe de um velho hino:
“Em Jesus amigo temos, mais chegado que um irmão.
Ele manda que levemos tudo a Deus em oração!
Oh, que paz perdemos sempre! Oh, que dor no coração
Só porque nós não levamos tudo a Deus em oração!”
(HCC, 165)
Nosso Pai Celeste tem prazer em nos ouvir (Jr 33:3). O Salmista exclamou: “E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança” (Sl 39:7 – NAA). No salmo seguinte, Davi afirma: “Esperei com paciência pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.” (Sl 40:1 – NAA). Que privilégio é esperar no Deus que nos atende a oração!
O Senhor Jesus declarou, em João 14:13: “Vocês podem pedir qualquer coisa em meu nome, e eu farei, para que o Filho glorifique o Pai” (NVT). No mesmo evangelho, Ele consola os discípulos entristecidos pela Sua partida iminente, falando-lhes da alegria que teriam na oração:
“Naquele dia vocês não me perguntarão nada. Em verdade, em verdade lhe digo: se pedirem ao Pai alguma coisa em meu nome ele lhes concederá. Até agora vocês não pediram nada em meu nome; peçam e receberão para que a alegria de vocês seja completa.” (Jo 16:23-24 – NAA).
Tenho aprendido que, em tempos difíceis, não podemos desviar os olhos de nosso Deus e fitar nas circunstâncias. Nessas horas, lembremos de Quem é o Senhor a Quem servimos:
“Porque não temos sumo sacerdote que não possa se compadecer das nossas fraquezas; pelo contrário, ele foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Portanto, aproximemo-nos do trono da graça com confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça para ajuda em momento oportuno.” (Hb 4:15-16 – NAA).
O autor de Hebreus afirma que Jesus, “no momento oportuno”, nos socorre, pois Ele interpreta nossas dores e conhece nossas fraquezas e tentações. O Senhor nos concede graça nos momentos de tristeza, como: luto, doenças, conflitos de relacionamentos, indiferença dos que amamos. Ele é socorro bem presente em tempo de tribulação (Sl 46:1). Ele nos dá alegria plena, que ninguém pode tirar (Sl 16:11).
John Piper, em seu livro “Em busca de Deus” (p.146), afirma:
“A oração leva à plenitude de alegria porque ela é o centro nervoso da nossa comunhão com Jesus. Ele não está aqui fisicamente para o vermos. Mas, na oração, falamos com Ele como se estivesse. E, no sossego desses momentos sagrados, ouvimos Sua Palavra e derramamos perante Ele nossa ansiedade...”.
Qual deve ser a nossa atitude para termos esperança em Deus em tempos difíceis? Passar mais tempo em oração. Orar firmadas nas promessas da Bíblia. Orar mesmo quando não temos vontade, pois orar requer disciplina. Deixar tudo o que estivermos fazendo, nos afastar das telas, das distrações diárias para estarmos com o Senhor. Ele é fiel para cumprir o que nos promete.
No amor Daquele que nos une,

Por Celene Lima




Comentários