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TEMA PARA O ANO – MARÇO

Atualizado: 22 de mai. de 2021

MULHER CRISTÃ FIRMADA NA ROCHA A CAMINHO DO CÉU


“Pois isso está na escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum envergonhado.” (I Pe 2:5 – ARA)


SUGESTÃO DE ESTUDO PARA REUNIÃO DE MULHERES NO MÊS DE MARÇO


ENCONTRANDO PAZ EM MEIO À DESORDEM:

O DESAFIO DOS DIAS IMPREVISÍVEIS

(Sl 56:3, Sl 46, Sl 66)


De repente as coisas mudaram. Em milésimos de segundos, tudo pode mudar assim que... um ente querido é atropelado, um diagnóstico indica que você ou alguém próximo tem uma doença terminal, há uma quebra na bolsa de valores e afeta as aplicações financeiras de uma vida inteira de trabalho, o governo congela as economias da população em contas de poupança, o chefe dá o aviso prévio, o dólar sobe (ou baixa) e quebra os pequenos negócios das famílias, você chega do serviço e está preparando o jantar quando vê no noticiário da noite que o governo cancelou as aulas dos próximos dias (que se tornam longos meses...) por causa de uma “gripe” que, na verdade, é uma das maiores pandemias da história.


Tudo pode mudar em questão de pouco tempo. Perdemos o chão e nossos pés parecem patinar na lama. Foi o que sentiu Davi, no Salmo 40:1-2. Nessa hora, ele grita por socorro, e o Senhor, que se inclina para ouvir seu clamor, vem em seu auxílio, o tira do atoleiro e firma seus pés sobre uma rocha.


Os servos de Deus não estão isentos de passarem por situações adversas, imprevisíveis e tempestuosas, quer sejam elas provocadas pela ação da natureza, dos homens maus, de doenças ou desastres.


O Salmo 46 descreve situações terríveis que podemos enfrentar, como: terremotos, maremotos (tsunamis), guerras cruéis e a força das armas usadas nelas. Já o Salmo 56 fala das adversidades vindas pelas mãos de pessoas que nos pressionam, prendem, atacam, oprimem, mentem, prejudicam, conspiram, inventam notícias falsas sobre nós, tramam nossa morte. Tudo isso aconteceu aos salmistas, servos do Deus Altíssimo (incluindo Davi, que foi chamado de o “homem segundo o coração de Deus”). Por que nada nos atingiria, então?


Se Jó, um servo irrepreensível do Senhor, pôde ser provado e surpreendido pela catástrofe que caiu sobre sua cabeça (a perda de todos os seus bens, filhos, apoio da esposa e dos amigos, credibilidade, alegria de viver...) não seria arrogância de nossa parte pensarmos que somos imunes a essas coisas e até nos revoltarmos quando algo desse tipo nos surpreende? Assim como Jó e Jeremias, o escritor do Salmo 66:8-12 diz que Deus foi quem o submeteu à prova e o refinou como a prata, quem o levou a cair numa armadilha e lhe pôs sobre as costas pesados fardos e permitiu que os inimigos cavalgassem sobre a sua cabeça, fazendo-o passar pelo fogo e pela água (v.10-12).


Mas como reagiram esses servos do Senhor? Davi, no Salmo 40, diz que gritou por socorro e colocou a sua esperança em Deus e, quando atacado pelos homens, ele disse: “Quando eu tiver medo, porém, confiarei em ti” (Sl 56:3 – NVT). Os Coraítas disseram, no Salmo 46, que confiaram no Senhor, como seu auxílio, sua fortaleza e sua torre segura. No Deus que estava presente com eles, em meio às situações catastróficas e desoladoras. Mantiveram uma fé inabalável no Senhor.


Deus nos dá uma válvula de escape quando nos vêm o medo, a perseguição, a pressão, a insegurança e a opressão – CONFIAR NELE.


Confiar e louvar (Sl 56:10). Confiar e não temer. Confiar e entender que Deus está acima de tudo que existe na terra e que controla todas as forças da natureza, das calamidades e dos meros mortais que nos atacam. Confiar sabendo que o poder e a atuação de Deus em nosso favor não têm limites. Confiar sabendo que Deus arquiva todas as nossas lágrimas e orações em odres ou taças de ouro, como se fossem incensos e as anota em Seu livro (Sl 56:8 e Ap 5:8), pois para Ele elas têm valor. Confiar sabendo que Deus está em meu favor e vai afugentar os inimigos. Confiar antevendo o momento de gratidão e do cumprimento dos votos que estou fazendo ao Senhor (Sl 56:12). Confiar que Deus quer que andemos diante Dele na luz que ilumina os vivos. Já estamos em cena e os holofotes nos iluminam. Todos estão nos vendo (Sl 56:13).


Para termos paz, em meio à desordem e ao caos, precisamos manter os olhos do nosso coração, focados em Deus, que está conosco e é poderoso para nos ajudar em meio a tudo que nos acontece. Se tirarmos nosso olhar desse foco e olharmos para o mar agitado e escuro dos problemas, como Pedro, seremos dominados pelo medo e pela perspectiva dos que vivem na terra, e aí afundaremos. Porém, confiando no Senhor e segurando em Suas mãos, podemos ser socorridos em meio às maiores dores, angústias, perdas, decepções e desesperos pelos quais possamos passar. Poderemos ver, com os olhos da fé, a possibilidade de andarmos sobre as águas e de atravessarmos o mar em terra seca, pois o Deus a quem servimos é o mesmo de Moisés e de Pedro e, confiando Nele, podemos descansar seguros e desfrutar da paz que só Ele pode nos dar.


Conta-se a história de um homem que foi a um concurso de pinturas destinado a escolher a que melhor representasse a paz. Entre tantas que mostravam praias calmas, campos planos e floridos, enseadas cálidas e clareiras junto a águas frescas, a vencedora não foi outra senão uma que mostrava uma intrépida cachoeira, cujo furor de suas águas fazia o vento balançar toda a vegetação à sua volta. Perplexo, o homem quis saber o motivo de um quadro de uma cena tão conturbada ter sido escolhido para representar a paz. Foi quando lhe chamaram a atenção para um detalhe na pintura: no alto do galho de uma árvore, que ficava estendido sobre as águas turbulentas, bem no alto do precipício, estava um ninho e ali, aconchegados, dormia a ninhada de passarinhos.


Se mantivermos nossa confiança em Deus, seremos como os filhotes de pássaros que dormem tranquilos em seu ninho à beira da estrondosa cachoeira. E assim, além de desfrutarmos da paz de Deus, que excede todo entendimento, seremos um testemunho de luz para as pessoas que nos cercam.


Que o Senhor nos ajude em nossas tribulações!


DÉBORA DUARTE S. BASTOS

Redatora

ANO XXXI JAN – ABR/2021 Nº 99


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